Imóveis sobem 6,9%, crédito trava e consórcio emerge como estratégia central de liquidez e crescimento

8 de janeiro de 2026

Imóveis sobem 6,9%, crédito trava e consórcio emerge como estratégia central de liquidez e crescimento

Alta da inadimplência e crédito restrito aceleram a busca por modelos previsíveis de aquisição e liquidez imobiliária

O 1° trimestre de 2026 apresenta um cenário econômico desafiador, com 79,2% das famílias brasileiras ainda endividadas, e a inadimplência no sistema financeiro superando os 5%, no total, atingindo 71,86 milhões de consumidores.

Esse quadro, somado ao aumento do preço dos imóveis residenciais, que subiu 6,89% em 12 meses, reflete a pressão sobre o consumo das famílias e a crescente seletividade nas decisões de compra. Em paralelo, os juros elevados, mantidos em 15% ao longo de 2025, são um fator limitante para o crédito, encarecendo as operações de financiamento e dificultando o acesso a recursos para empresas e consumidores.

Nesse ambiente, o consórcio imobiliário, com mais de R$ 200 bilhões em créditos contemplados, surge como uma alternativa robusta, permitindo que empresas e famílias ajustem seu patrimônio sem recorrer ao crédito tradicional. Esse cenário acentuou a diferença entre aqueles que conseguem se adaptar rapidamente às novas condições de mercado e aqueles que não têm uma estratégia bem definida para reorganizar seus ativos.

É nesse contexto que Pedro Ros, CEO da Referência Capital, propõe 5 diretrizes fundamentais para quem busca fortalecer a saúde financeira e a liquidez de seus investimentos no novo ano.

Para Pedro Ros, a chave para reorganizar o patrimônio em 2026 começa com a identificação clara do lucro real da operação. “Não basta acumular ativos, é preciso saber onde realmente está o retorno financeiro”, afirma Ros. Nesse sentido, o consórcio imobiliário se apresenta como uma solução estratégica, pois permite adquirir imóveis de forma planejada, sem comprometer a liquidez, o que é essencial em um cenário de juros elevados e crédito restrito.

2ª diretriz reforça a importância de construir uma estratégia de aquisição de imóveis previsívele sem picos de demanda. O consórcio permite que as aquisições sejam feitas com metas claras e controle do fluxo de caixa, sem surpresas financeiras. Além disso, a 3ª diretriz destaca a necessidade de padronizar os processos de gestão, criando rituais e metodologias replicáveis. “Negócios que crescem de forma sustentável são aqueles que seguem um método claro e disciplinado”, ressalta Ros.

O consórcio, ao ser integrado a essa estratégia de gestão estruturada, permite que os investidores aumentem seu portfólio de imóveis sem depender de crédito excessivo ou improvisações.

4ª diretriz de Pedro Ros foca na gestão eficiente do fluxo de caixa, algo crucial no contexto atual de juros altos. “Controlar fluxo de caixa não é mais uma tarefa contábil, mas uma decisão estratégica”, afirma o CEO. O consórcio imobiliário, ao permitir aquisições com parcelas mensais que cabem no orçamento, ajuda a garantir que a liquidez não seja comprometida.

Além disso, a 5ª diretriz envolve a formação de alianças estratégicas. Ros acredita que parcerias bem estruturadas são essenciais para expandir a distribuição de ativos e acelerar a aquisição de imóveis, especialmente quando o crédito é restrito. “O consórcio, aliado a parcerias estratégicas, permite que investidores cresçam de forma mais ágil e segura”, conclui Ros. Em 2026, as parcerias são fundamentais para acessar novos mercados e fortalecer a rede de contatos, oferecendo mais oportunidades de crescimento com menos riscos.

Com a pressão financeira sobre as famílias e a seletividade do crédito em alta, a reorganização patrimonial se torna uma prioridade estratégica em 2026. O consórcio imobiliário, como ferramenta de aquisição estruturada e planejada, surge como uma solução prática e acessível para investidores e famílias que buscam transformar desafios econômicos em oportunidades reais. Para Pedro Ros, a chave para o sucesso está em tomar decisões com estratégia, disciplina e visão de longo prazo, utilizando o consórcio como um meio eficiente de garantir crescimento patrimonial sustentável e com controle financeiro. Em um ambiente de incerteza, reorganizar o patrimônio por meio de métodos comprovados e previsíveis será essencial para garantir estabilidade e prosperidade nos próximos anos.

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